silva cravo arquitectos

hotel rural foupana . olhão

Na tradição daqueles que sempre foram os modelos de ocupação deste território, a construção do hotel não é um problema do edifício, ou do objecto arquitectónico em si, mas de gestão do território. Nessa óptica, a escolha deste terreno rochoso para construir o hotel reflecte não só a constatação de um problema, mas sobretudo a identificação de uma oportunidade . O enorme vazio talhado em calcário possui um valor espacial inigualável, nenhum hotel justificaria uma manipulação de um terreno desta natureza, mas é ela que justifica a implantação do hotel e fornece pistas para o seu desenho. A volumetria proposta tem como objectivo respeitar as relações visuais com a vizinhança. Pareceu-nos fundamental que o hotel se assumisse como um edifício sem protagonismo na paisagem. Deste modo procurou-se preservar a privacidade das moradias vizinhas e por outro resguardar a vivência do hotel em relação a estas e à circulação automóvel adjacente, já por si separada pelo desnível natural do terreno. O projecto do Hotel baseia-se na interpretação das circunstâncias paisagísticas do lugar, terreno e sua topografia. A implantação proposta aposta na integração “natural” da construção, tentando tirar o máximo partido do relevo existente, apropriando o espaço existente e em consonância com o mesmo. O hotel é gerado pelo impulso de conter um recinto e envolver espaços. Volumes “anelares” ora apoiados na terra ou flutuando, regularizam o perímetro da intervenção e albergando todos os espaços virados para o melhor quadrante. Todos os espaços comunicam de nível com o exterior, proporcionando uma relação próxima interior/exterior que evidência e tira partido da ruralidade do sítio.


In the tradition of those who have always been the models of occupation of this territory, the construction of the hotel is not a building problem, or of the architectural object itself, but of territory management. From this perspective, the choice of this rocky terrain to build the hotel reflects not only the finding of a problem but also the identification of an opportunity. The enormous limestone-cut emptiness has an unparalleled spatial value, no hotel would justify manipulating a land of this nature, but it justifies the hotel's implementation and provides clues to its design. The proposed volumetry is intended to respect visual relations with the neighborhood. It seemed to us fundamental that the hotel should assume itself as a building without protagonism in the landscape. In this way it was tried to preserve the privacy of the neighboring dwellings and on the other hand to safeguard the experience of the hotel in relation to these and the adjacent automobile circulation, already separated by the natural unevenness of the land. The project of the Hotel is based on the interpretation of the landscape circumstances of the place, terrain and its topography. The proposed deployment focuses on the "natural" integration of the construction, trying to make the most of the existing relief, appropriating the existing space and in line with it. The hotel is generated by the urge to contain an enclosure and enclose spaces. "Ring" volumes now supported on the ground or floating, regularize the perimeter of the intervention , housing all the spaces facing the best quadrant. All social spaces are leveled with the exterior, providing a close relationship indoor / outdoor that evidence and takes advantage of the rurality of the site.

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