silva cravo arquitectos

conjunto edificado da epal . lisboa

Um edifício não se pode limitar a dar uma resposta eficiente ao seu programa, deve abraçar o desafio de se tornar emblemático e reconhecer que permanecerá num dos pontos mais movimentados e icónicos, de entrada em Lisboa. Intervir neste contexto é em si uma oportunidade de reflexão sobre as principais questões que a cidade enfrenta hoje. Assim, propomos um edifício que se afirma pela sua leveza e transparência, tanto em termos da sua materialidade e dimensão, bem como na sua relação com a envolvente. Através de uma base escultórica, emergindo de 3 pontos de suporte estrutural, o edifício que apresenta em planta uma configuração em “Y”, projeta os seus acessos a um nível abaixo da rua. A entrada é feita de forma abrigada, isolada do tráfego e da perturbação urbana envolvente, permitindo ao visitante estar dentro do edifício antes mesmo de entrar. Esta entrada rebaixada permite-nos projetar uma praça pública e coberta, que através de rampas e escadas cria uma relação entre o edifício e cidade. Estam contraste, a base topográfica do edifício faz com que os restantes pisos se elevem e flutuem sobre a cidade, permitindo à pessoa ver através dela. Considerámos que imediatamente acima da sua base se desenvolverão em 2 pisos as áreas destinadas a serviços, e os restantes 11 à habitação. Cada piso permite uma infinidade de layouts, estruturados de acordo com tipologias e programas definidos, de uma lógica de espaço aberto a uma estrutura compartimentada tradicional. As áreas exteriores entre os planos envidraçados e os planos de fachada formam uma vasta superfície de varandas e terraços, que funcionam como uma extensão dos espaços de estar. Essas linhas contínuas formam lâminas de sombreamento, que protegem termicamente a fachada recuada. Para definir a separação de cada “braço do Y” e romper a rigidez deste bloco, são subtraídos 3 volumes centrais criando pátios ajardinados a diferentes cotas e subtis conexões entre a rua e o edifício. Procurámos relacionar a atividade comercial com uma intenção de vida urbana e espaço público, em que o comércio de rua tem um papel principal. As áreas comerciais não constituem espaços independentes, mas sim espaços associados. Vários percursos que separam a praça da rua convergem numa nova cota, mais baixa que o jardim a nascente. Através desta manipulação, as frentes de comércio semienterradas, cercam o jardim que envolve a praça, esta que se abre para Monsanto aproveitando a sua exposição solar favorável a poente.


The building can not only give an efficient response to its program, it must embrace the challenge of becoming emblematic and recognize that it will remain in one of the busiest and iconic points of entry in Lisbon. To intervene in this context is in itself an opportunity to reflect on the main issues facing the city today. Thus, we propose a building that imposes itself by its lightness and transparency, both in terms of its materiality and dimension, as well as in its relation with the surroundings. Throughout a sculptural base, emerging from 3 points of structural support, the building, which presents a Y-shaped plan, projects its accesses below street level. The entrance is made in a sheltered way, isolated from the traffic and the surrounding urban disturbance, allowing the visitor to be inside the building without even entering it. This lowered entrance allows us to design a public and covered plaza. In contrast, the topographic base of the building causes the remaining floors to rise and float above the city, allowing the individual to see through it. We propose to develop 2 floors for offices and the remaining 11 to housing. Each floor allows a multitude of layouts, structured according to typologies and defined programs, from a logic of open space to a traditional compartmentalised structure. The exterior areas between the glazed flats and the facade form a vast surface of balconies and terraces, creating an extension of the living spaces. These continuous lines form shading blades, which thermally protect the recessed facade. To define the separation of each arm of the “Y" and to break the stiffness of this block, 3 central volumes are subtracted creating landscaped courtyards at different levels and subtle connections between the street and the building. We have tried to relate the commercial activity with an intention of urban life and public space, in which the street commerce plays a major role. Commercial areas are not independent spaces, but rather associated ones. Several paths that separate the square from the street, converge in a new level, lower than the garden to the east. Through this manipulation, the commercial programme, surrounds the garden and the square, and opens to Monsanto taking advantage of its sun exposure favourable to the west.

conjunto edificado da epal . lisboa

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