silva cravo arquitectos

loja cascais jovem . parede

O lote compreende características únicas no contexto em que a Parede se encontra hoje. Tal acontece tanto pela superfície a ser construída, quanto pela sua localização num dos interfaces mais importantes da vila. O edifício existente, construído em 1899, foi modestamente inspirado nos modelos que se propagaram por toda a Europa a partir das imagens do “chalet” de montanha, com telhados pronunciados, remetendo-o para um romantismo oitocentista, que se adequou ao próprio conceito de vilegiatura. Em 1941 é autorizada a sua ampliação e alteração, onde são introduzidos e sobrepostos elementos decorativos na fachada, fortemente influenciados pelo estilo Art Deco. É a partir desta sobreposição de memórias, que propomos um novo edifício de 2 pisos que nasce das fachadas existentes e o vira do “avesso”.O existente torna-se pátio e o logradouro em edifício. As águas desta nova cobertura projectam-se com o intuito de resolver os encontros com a envolvente próxima. Este foyer a céu aberto resolve a entrada informal do edifício, e apresenta-se como um espaço disponível para uma utilização múltipla, sem condicionalismos, socialmente inclusiva e programaticamente aberto. Propomos um edifício que se afirma pelo seu carácter escultórico e contemporâneo, tanto em termos da sua materialidade como da sua dimensão. Impõe-se o redesenho da Praça, de um espaço unitário, com a criação de um pavimento geral com clara coerência formal, cromática e matérica, que possa dotar o espaço público de uma continuidade hoje não existente, e articular a entrada do edifício com uma nova ligação coberta entre as paragens de autocarro a norte e a passagem de nível inferior a sul. A partir dessa ligação e em torno deste Foyer, desenvolvem-se ao nível do piso térreo todas áreas públicas do programa. Espaços nucleares como a Sala Polivalente, Cafetaria e a Loja Cascais Jovem, beneficiam de uma relação directa com o exterior. Ao nível do piso 1 desenvolve-se todo o Espaço S e os seus gabinetes iluminados por pátios, terraços e pelos vãos da fachada a manter. A Intervenção restringir-se-à a uma reduzida paleta de materiais e cores, respeitando a integridade e desenho original, de forma a permitir e realçar uma compreensão homogénea do conjunto, remetendo para a luz um papel potenciador do seu ambiente. Contrariamente à ideia de cristalização do existente, propõe-se uma simbiose, uma sobreposição de um novo tempo, o de uma contemporaneidade que se apropria e dialoga com cicatrizes e com a memória.


The site comprises unique characteristics in the context in which “Parede” is today. This happens both for the surface to be built and for its location in one of the most important interfaces of the village. The existing building, from 1899, was modestly inspired by models that spread throughout Europe, of the mountain "chalet”, with pronounced roofs, referring to an eighteenth-century romanticism, which fit the very concept of a summer house. In 1941 it's enlarged and altered, decorative elements are introduced and overlaid on the facade, strongly influenced by the Art Deco style. It is from this overlapping memories that we propose a new 2-storey building that rises from the existing façades and turns it "inside out". The existing building becomes a patio and the surrounding garden becomes the new building. The pronounced roofs of this new coverage are projected with the intention of resolving the encounter with the surrounding environment. This open foyer resolves the informal entrance of the building, and presents itself as a space available for multiple use, without constraints, socially inclusive and programmatically open. We propose a building that stands out for its sculptural and contemporary character, both in terms of its materiality and its size. It was felt necessary to redesign the Square, a unitary space, with the creation of a general pavement with clear formal, chromatic and material coherence, which can provide the public space with a continuity that does not exist today, and articulate the entrance of the building with a new link between the bus stops to the north and the trainstation to the south. From this connection and around this Foyer, all public areas of the program are developed at ground floor level. Nuclear spaces such as the small auditorium, Cafeteria and the Cascais Jovem Shop, benefit from a direct relationship with the exterior. In the first floor the entire Space S offices and its enclosures are illuminated by courtyards, terraces and the spans of the facade to be maintained. The intervention will be limited to a reduced palette of materials and colors, respecting the integrity and original design, in order to allow and enhance a homogeneous understanding of the whole, sending to the light a role that enhances its environment. Contrary to the idea of crystallization of the ruin, it is proposed a symbiosis, an overlapping of a new time, that of a contemporaneity that appropriates and dialogues with existing scars and past memories.

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